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Vereador

GONZAGA JAYME

Biografia

 

GONZAGA JAYME

Gonzaga Jayme nasceu em 01 de julho de 1928, em Rio Verde – GO, filho de Garibalde Gonzaga Jayme e Garibaldina Guimarães Jayme, carinhosamente conhecidos como Fiúco e Fiúca Jayme. Sendo o primogênito de um casal que teve dezoito filhos, dos quais treze chegaram à vida adulta, sua infância foi marcada por desafios e, ao mesmo tempo, pelo valor da educação e da cultura.

Formação Acadêmica e Profissional

Gonzaga cursou o primário em Rio Verde e, aos 14 anos, mudou-se para Goiânia para prestar o Exame de Admissão no Colégio Estadual de Goiás – Liceu, onde completou o ginásio clássico. Paralelamente, realizou o curso de Técnico em Contabilidade na Associação Comercial. Em 1951, ingressou na Faculdade de Direito da UFG, concluindo o curso em 1955. Em sua carreira profissional, trabalhou inicialmente como contador em diversas firmas de Rio Verde, para depois assumir a advocacia. Atuou também como professor na rede estadual e na Faculdade de Direito da FESURV, além de exercer a função de consultor jurídico da Prefeitura de Rio Verde.

Vida Política

Sua participação na política começou cedo. Em 1954, assumiu a vereança na Câmara Municipal de Rio Verde e, em 1958, foi eleito para seu segundo mandato, tendo sido o vereador mais votado. Em 1962, foi suplente de deputado estadual e, em 1966, durante o governo Otávio Lage, ocupou o cargo de Secretário de Segurança Pública por um ano, para depois assumir a Secretaria de Serviços Sociais, permanecendo no cargo por um ano e seis meses.

Atuação no Jornalismo e Rádio

Durante seus tempos de estudante, Gonzaga foi redator-chefe do jornal O Liceu, diretor do jornal da UGES e redator do Jornal do Senac. Em Rio Verde, colaborou na fundação de dois jornais, onde também exerceu funções de liderança: foi redator-chefe da Folha do Sudoeste e diretor do jornal O Observador. Sua produção jornalística se estendeu a diversos veículos, como Centro-Oeste, Brasil-Oeste, A Tribuna, O Liberal, O Porta-Voz da Câmara Municipal, Espaço Aberto, Cinco de Agosto, O Mercador e na revista Society. Na radiofonia, participou de debates em emissoras locais, leu semanalmente crônicas na Rádio Sudoeste e, aos sábados, participou do programa de debates Momento da Verdade na Rádio FM Interativa, que, a partir de 2005, passou a ser denominado Gonzaga Jayme.

Participação em Conclaves e Homenagens

Como estudante, Gonzaga participou do IV Congresso dos Estudantes Secundários, em São Paulo. Já como vereador, marcou presença no II Congresso Estadual dos Municípios Goianos, em Rio Verde. Durante sua atuação como Secretário de Estado, participou de eventos de grande relevância, como o 1° Congresso Nacional de Polícia, onde apresentou a tese “Tóxicos e Entorpecentes como Problema Social”, o II Seminário de Estudos Sociais, em Brasília, e a 1ª Reunião de Secretários de Trabalho e Órgãos Similares, em São Paulo.

Entre os diversos reconhecimentos recebidos, destacam-se o Título Honorífico de Guarda de Trânsito em Goiás, o Atestado de Benemérito pelo Juiz de Menores de Goiânia, a premiação “Os 10 Mais do Ano” (1968) do Programa Bonzão da Rádio Difusora de Rio Verde, o título de Cidadão Goianiense pela Câmara Municipal de Goiânia e o Diploma de Honra ao Mérito da Prefeitura e Câmara Municipal de Rio Verde (1976). Em 2004, foi concedido a ele um Diploma de Honra ao Mérito pela Lei nº 4.719/04, da Câmara Municipal de Rio Verde.

Contribuições Culturais e Literárias

Gonzaga ocupou a cadeira nº 07 da Academia Rio-Verdense de Letras, Artes e Ofícios, desde sua fundação em dezembro de 1994, cuja inspiração veio de seu bisavô, Luiz Gonzaga de Camargo Fleury – ex-Governador de Goiás e redator do primeiro jornal goiano, o Matutina Meiapontense. Ele também é patrono de uma cadeira na Academia de Letras Jurídicas do Estado de Goiás. Como autor, deixou um livro inédito de poesias intitulado Coisas da Mocidade.

Outras Atividades e Legado

Em julho de 1965, Gonzaga, juntamente com outros 12 rio-verdenses, fundou o Clube Campestre de Rio Verde, onde foi sócio-fundador (nº 11) e chegou a exercer a presidência. Obtendo seu primeiro certificado de inscrição provisória na OAB/GO em abril de 1956, sob o nº 140 – posteriormente convertido na inscrição definitiva nº 641 –, consolidou sua carreira jurídica e política.

Gonzaga Jayme faleceu em 18 de janeiro de 2007, às 04:00 horas, no Hospital Evangélico, em Rio Verde, vítima de insuficiência respiratória. Seu falecimento provocou luto oficial na cidade. Em sua memória, foram criadas homenagens marcantes: a Biblioteca Dr. Gonzaga Jayme, inaugurada em 05 de outubro de 2007 pelos colegas da Academia Rio-Verdense de Letras, Artes e Ofícios, e a Casa do Albergado de Rio Verde, batizada com seu nome, inaugurada em 24 de abril de 2008, fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Rio Verde e empresários locais.

Depoimento e Legado Duradouro

Conforme destacado por seu filho, Mauro L. Gonzaga Jayme, Goiás perdeu um ilustre rio-verdense – um homem de acentuada formação cultural, figura política de destaque, professor, jornalista, intelectual renomado, e, sobretudo, um cidadão de bem, generoso, humanitário e exemplar em sua ética e cidadania. Embora seu corpo tenha partido, o exemplo de vida honrada de Gonzaga Jayme permanece indelével, inspirando futuras gerações e mantendo vivo o legado de sua atuação multifacetada em Rio Verde.

 

 

Competências

Regimento Interno – Art. 88 – São deveres dos Vereadores: a) residir no território do Município; b) comparecer a hora regimental, nos dias designados, para a abertura das sessões, nelas permanecendo até o seu término; c) votar as proposições submetidas a deliberação da Câmara, salvo quando tiver, ele próprio ou parente afim ou consanguíneo, até o terceiro grau inclusive, interesse manifesto na deliberação, sob pena de nulidade da votação quando seu voto for decisivo; d) desempenhar-se dos encargos que lhe forem confiados, salvo motivo justo alegado perante o Presidente, a Mesa ou a Câmara, conforme o caso; e) propor à Câmara todas as medidas que julgar convenientes aos interesses, a segurança e bem estar do município bem como impugnar as que lhe pareçam contrárias ao interesse público; f) comunicar sua falta quando tiver motivo justo para deixar de comparecer as sessões plenárias.

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