Biografia

PEDRO DA SILVEIRA LEÃO

O sobrenome Leão é quase sinônimo de Rio Verde, representando uma família que ao longo das gerações produziu prefeitos, vice-prefeitos e importantes lideranças em diversas cidades. Um dos nomes mais notáveis dessa linhagem é o do governador Mauro Borges Teixeira, nascido em 15 de fevereiro de 1920, primogênito de Pedro Ludovico e Gercina – esta última filha do primeiro prefeito local, Martins Borges, e de Maria da Conceição Leão. Maria da Conceição descendia de Valeriano Antônio da Silveira Leão, neto de açorianos que chegaram a Minas Gerais no final do século XVIII.

Por volta de 1845, Valeriano, oriundo da cidade mineira de Formiga, veio para Rio Verde acompanhado de sua esposa, Maria Garcia Leão, e seus filhos, dando início a um enraizamento que se expandiria e geraria frutos importantes. Dentre esses descendentes, destaca-se o fazendeiro e político Pedro da Silveira Leão, carinhosamente conhecido como Pedrinho do Emílio – um apelido em alusão a seu pai, Emílio da Silveira Leão, também fazendeiro e figura respeitada nas fileiras da UDN, Arena e PDS. Emílio, por sua vez, era primo-irmão do ex-prefeito Nestor Fonseca, cuja memória ainda é saudada na cidade, e mantinha ligações familiares com outras personalidades como Eurico Velloso.

Vida e Formação de Pedro da Silveira Leão

Pedro da Silveira Leão nasceu em Rio Verde, em 18 de julho de 1942. Cursou o ensino primário na própria cidade e frequentou o internato salesiano em Silvânia, onde iniciou sua formação no ginasial – concluída posteriormente no Colégio “Martins Borges”, no coração de sua terra natal. Demonstrando pouca vocação para os estudos acadêmicos, Pedro optou por interromper a continuidade escolar para dedicar-se às lides rurais, uma decisão incentivada pelo saudoso professor Torres Viana Rapadura, que reconheceu em Pedro um talento natural para a vida no campo.

Na juventude, Pedro também se destacou no futebol. Jogou durante seu tempo no internato e na cidade, atuando como centroavante no Botafogo, clube que rivalizava com o Corinthians. Posteriormente, defendeu o Goiás, que se uniu ao Corinthians para formar, na década de 1960, o profissional Esporte Clube Rio Verde – organização da qual, na década seguinte, Pedro chegaria a ser presidente.

Vida Pessoal

Em 30 de maio de 1968, Pedro da Silveira Leão casou-se com Maria Helena de Abreu Leão. Dessa união nasceram três filhos: Bruno Abreu Leão, Lídia Cristina Abreu Leão e Ana Cláudia Abreu Leão. A nova geração continuou o legado familiar: Bruno contraiu matrimônio com Marina Aguirre, formando a família que gerou Isadora; Lídia uniu-se a Zair Jorge Assad Filho, pais de Yasmin e Isabela; e Ana Cláudia casou-se com Adilon Alves Amorim Neto, de cujo enlace nasceu Maria Cláudia.

Atuação Política e Contribuições para Rio Verde

Seguindo os passos do pai e imbuído da tradição familiar, Pedro da Silveira Leão iniciou sua carreira política sob a bandeira da UDN e seus sucessores, a Arena e o PDS. Em 1970 e novamente em 1972, foi eleito vereador pela Arena. No primeiro mandato, integrou a bancada de oposição ao prefeito Lauro Martins, que havia sido eleito pelo MDB na eleição "solteira" (apenas para prefeito) e governou de 31 de janeiro de 1970 a 31 de janeiro de 1973. No segundo mandato, Pedro compôs um grupo de sete vereadores arenistas que apoiavam o prefeito Eurico Velloso do Carmo, eleito em 1972, com o vice-prefeito Bairon Pereira Araújo, seu companheiro de bancada de 1971 a 1973.

Durante sua trajetória, Pedro recorda com gratidão um projeto espontâneo liderado pelo professor Waldyr Emrich Portilho: a contagem dos automóveis que deixavam Rio Verde rumo ao então distrito de Montividiu. Esse levantamento, que visava subsidiar um requerimento para federalização e asfaltamento da estrada, rendeu elogios ao vereador Iron Nascimento, e o sonho do asfalto se concretizou em 1982, sob o governo de Ary Valadão, com a conclusão da obra pelo sucessor Iris Rezende Machado.

Em 1982, fora de mandato por não ter disputado a reeleição em 1976, Pedro candidatou-se a vice-prefeito pelo PDS, num sistema que permitia aos partidos lançar múltiplos candidatos. Apesar de sua candidatura, a dupla Osório Leão Santa Cruz e Carlos Cunha Neto, do PMDB, acabou prevalecendo.

Ao longo dos anos, Pedro da Silveira Leão consolidou-se como um operador da política dos bastidores em Rio Verde. Coordenou campanhas eleitorais, como as de Nelci Spadoni em 1992 e 1996, e exerceu cargos como secretário de Ação Política e de Transportes na gestão de Nelci, embora tenha rompido com ela posteriormente. Em 2000, foi um dos articuladores da eleição de Paulo Roberto Cunha, com quem já havia trabalhado em 1986 (para a Câmara dos Deputados) e em 1988 (quando conquistou seu primeiro mandato como prefeito). Na segunda gestão de Paulo Roberto Cunha, Pedro comandou a pasta de Ação Política, tendo sido também presidente da base aliada do PDS.

Além disso, Pedro foi uma figura ativa nos diretórios de partidos políticos e sempre transitou livremente entre as correntes. Sua atuação no Sindicato Rural e na Comigo, dos quais foi sócio-fundador e presidente em diferentes ocasiões, demonstra seu profundo envolvimento com as questões do setor rural. Durante sua gestão, a entidade foi agraciada com o prêmio "Arena de Ouro" pelo melhor rodeio nacional de touros. Pedro chegou, inclusive, a presidir o Lions Centro, tendo sido reconhecido por sua atuação na sociedade rio-verdense.

Legado

A trajetória de Pedro da Silveira Leão, conhecido como Pedrinho do Emílio, está entrelaçada com a história política, econômica e cultural de Rio Verde. Sua contribuição para a modernização da infraestrutura, especialmente na federalização e asfaltamento de importantes rodovias, e sua atuação como articulador político são lembradas com respeito e admiração. Sua história também reflete a força e a influência do sobrenome Leão, que permanece indissociável do desenvolvimento da região.

O legado de Pedro e de sua família se estende para além da política, alcançando também o esporte, o comércio e a cultura local, evidenciando o profundo enraizamento e a expansão de uma linhagem que, desde a chegada dos açorianos a Minas Gerais, transformou e enriqueceu a história de Rio Verde.

Competências

Regimento Interno – Art. 88 – São deveres dos Vereadores: a) residir no território do Município; b) comparecer a hora regimental, nos dias designados, para a abertura das sessões, nelas permanecendo até o seu término; c) votar as proposições submetidas a deliberação da Câmara, salvo quando tiver, ele próprio ou parente afim ou consanguíneo, até o terceiro grau inclusive, interesse manifesto na deliberação, sob pena de nulidade da votação quando seu voto for decisivo; d) desempenhar-se dos encargos que lhe forem confiados, salvo motivo justo alegado perante o Presidente, a Mesa ou a Câmara, conforme o caso; e) propor à Câmara todas as medidas que julgar convenientes aos interesses, a segurança e bem estar do município bem como impugnar as que lhe pareçam contrárias ao interesse público; f) comunicar sua falta quando tiver motivo justo para deixar de comparecer as sessões plenárias.

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