O povoamento (dos brancos e negros) da região sudoestina de Goiás, parte do Triângulo Mineiro, de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul inicia-se com a chegada, a Minas Gerais, no século XVIII, de três mulheres provenientes de Açores. Eram as "Três Ilhoas" de que nos falam os escritores jataienses, Basileu Toledo França ("Pioneiros") e Binômino da Costa Lima, autor, com Almério Barros França, de *Primeiros Fazendeiros do Sudoeste Goiano e Leste Mato-Grossense". As famílias primeiras destas terras, a exemplo de Garcia e Leão, delas derivam.
Em "Rio Verde Histórico", de Onaldo Campos, está escrito que Valeriano Antônio da Silveira Leão e sua mulher Maria Garcia Leão, com seus filhos Joaquim Valeriano da Silveira Leão, José Joaquim Leão, João Antônio da Silveira Leão e Modesto Antônio Leão, chegaram, onde é o município de Rio Verde, por volta de 1844. José Antônio Leão compôs a primeira câmara de Rio Verde, quando da instalação desta, com o status de vila, dia 26 de setembro de 1862. Modesto se matrimoniou com Flávia Cândida de Moraes, filha de Filisbino Coelho de Moraes e de Cândida Anacleta de Moraes.
Célio Leão Borges, prefeito rio-verdense, na década de 1940, filho de Maria da Conceição Leão e de Antônio Martins Borges, neto materno de Modesto e Flávia, de maneira mais pormenorizada focaliza a família Leão, oriunda da mineira Formiga, no seu livro intitulado "Memórias de Goiás", edição do autor, vinda à tona em 2006. Valeriano seria o protagonista de uma odisseia que levaria a família Silveira Leão a se estabelecer em Rio Verde, dando origem a uma grande e importante família que se espalhou por todo o Sudoeste Goiano (pág. 40, Célio, ob. cit).
João Costa Leão, popularmente Tito da Narciza ou simplesmente Tito, iniciado na "Estrela Rioverdense", é um dos descendentes de Valeriano. Nasceu dia 27 de outubro de 1924. Narciza da Costa Leão era sua genitora e José Antônio da Silveira Leão, o seu pai. Tito se casou com Vera Moraes Leão, filha de Almiro Rodrigues de Moraes e Maria Guimarães Moraes, sendo ele natural da cidade de Goiás, odontólogo, político udenista e tio de Rafael Arcanjo do Nascimento. Genro e sogro exerceram vereança na mesma legislatura, de 1959 a 1963, em lados opostos. João da Costa Leão, pessedista; Almiro, udenista.
Eleito vereador no dia 3 de outubro de 1958, apoiando a dupla pessedista formada por Nestor Fonseca e Clodoveu Leão de Almeida, a Casa o escolheu para presidi-la no dia da posse, 31 de janeiro de 1959, por força da renúncia de Joaquim Vicente de Paiva, como se lê em linhas acima.
Por Filadelfo Borges de Lima